segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Follow Me To San Jose
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Estou Ocupada Em Matar
Só mais um instante
Um instante de saudade
De tantos calafrios gelados
Um instante de cochilo
Imperioso e impreciso
Um instante quebrou a patela
E todas as perguntas não feitas
Um instantinho do seu tempo
Quando encontro a esperança
Dois pontos
O instante do silêncio
Somente para as conspirações secretas
Só mais um instante
Dentro da eternidade dos anos
Quanto vale?
Acontece que eu estava lá
Observando a fragilidade
A borboleta, tremendo no ar
O instante é onipresente
Mesmo dentro dos meus olhos
Devoro o instante e o coloco pra fora
Sou um instante numa encruzilhada
Um instante desabitado
Um instante instantâneo
O instante no tempinho de um instante
Neste exato instante
Caso fosse procurada no meu endereço mais preciso
Seria facilmente encontrada
Penso na totalidade do instante apropriado
Fim e começo
Um instante que me alegra e desespera
Um milagre
É só olhar em volta
Num instante extra
Seu corpo tremeu inteiro, levando o meu a tremer junto
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Café Cecília
Me encanta a simplicidade da atmosfera do Café Cecília, localizado no Hackney em Londres.
Eu que passo grande parte da vida escrevendo nunca sei se uso letra cursiva ou gráfica.
Nunca sei se o acento do Café é necessário ou nem.
Pelo jeito ninguém está preocupado com o que não importa.
A beleza da simplicidade é soberana. Isso porque nem provei dos pratos.
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Inspira.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Um Gole, Sweet Heart
Doce coração,
insita
é difícil
de um outro coração
entender
é
óbvio
pois envolve o tempo
atrás de mim
mas
o tempo de ti, coração
ele
não é divisível
mas alguém, pirado
criou o lobo
calendário
não vejo nada
de literatura
em calendários
meu jogo é outro
a corda
enforca e resgata
acorda para o quê, coração?
este calendário
não é meu
pára o dia, espera
um instante, meia hora
chuva na ida
na volta
não tem
tanta complexidade assim
precisa da corda
estou com tédio porque
estou perto
de velha
velha fatal
quero escrever
sobre ela
mas ainda não a vi
a corda, coração, pega
acorda pro que precisa ser visto
sem paradoxos
depois do ato
de amor
vem a melancolia
certo?
Doce coração, não chora
sua vigília me cansa
dorme um pouco
não seja
burro
pare de agir
assim
clandestinamente
pare
de pegar
a direção contrária
é de burrice
que se morre
eu confio
minimamente
na água
quando no inverno
minha garganta
fecha
estou sentindo
isso
agora
sinto que
ter a garganta
fechada
é como comer a vida
de gula
e ter que lembrar
do gosto
pra sempre
um gole
na minha frente
tem um quadro
que diz
a palavra amor
aposto que foi você
te imagino
no mesmo sofá
mesma cama
quase a mesma
cidade
tanta diferença
entre isso
e aquilo. Eram asas
prazer, coração, doce
você me diz
solta o avestruz
de uma vez
e observe
só observe crescer
quatro ovos
são
em outro planeta
o omelete
de alguém
amo os omeletes
mas não dou a mínima
os ovos são
são ovos
e ovos
mexidos, cozidos
apenas
são
não me dão a mínima
como o amor
e o omelete
de gema crua só gemada
você é doce
coração
e faz as coisas
acontecerem
você pensa
que só a morte
importa
não dá a mínima
mas viver
com reserva
de palavra
amor
importa
dou-lhe
a ti
umas sacudidas
para que acorde
vou enviar
este projeto para a revista
e quero
que ela me pague
muito bem
vou dizer
também
doce coração
que o amor
é sertão
um pouco seco
eu sou seca também
Mas como pode
ser tão atraída por ele?
deus, me diga
agora
quem veio primeiro
o azul ou
o céu?
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terça-feira, 13 de outubro de 2026
A Sujeita, Ela Observa
antes de mais nada assista a este vídeo para entrar no clima.
que clima?
uai, boa pergunta...
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